Castelo de Campo Maior

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Castelo de Campo Maior
Vista aérea do Castelo de Campo Maior.

Arquitectura militar, medieval e moderna. Castelo e cerca urbana: período medieval; fortificação em relevo, estratégica, de detenção, orientada para Espanha, fazendo parte de uma primeira linha de defesa do Alentejo, a par com o Castelo de Ouguela, Elvas, Olivença e Juromenha. Fortificação abaluartada de época moderna; sobreposição sobre o castelo e cerca urbana; fortificação rasante. Janela renascentista na torre N. do castelo.

Localização

Fortificação abaluartada: magistral de traçado abaluartado formando polígono irregular de 10 lados com alguns troços de cortina desaparecidos; flanqueando as cortinas e partindo do sector S. e no sentido dos ponteiros do relógio, apresenta: baluarte da Boa Vista, meio baluarte de São Sebastião, Portas da Vila, meio baluarte de Lisboa, meio baluarte do Curral dos Coelhos, baluarte de Santa Cruz, baluarte do Cavaleiro ou de São João, meio baluarte do Príncipe, baluarte da Fonte do Concelho, meio baluarte de São Francisco, meio baluarte de Santa Rosa e poterna; a fortaleza ainda possui o fosso e a contra-escarpa em boa parte da sua extensão, nomeadamente de S. a NE., bem como 4 revelins; inúmeros edifícios militares têm hoje ocupação civil, conservando a traça original (armazéns, quartéis, cavalariças, habitações, etc.). Castelo e cerca urbana: o castelo possui 2 das 6 torres, de planta rectangular; as muralhas, de planta trapezoidal, estão ameadas e possuem adarve que permitem a circulação completa passando pelas torres remanescentes; também estas torres estão ameadas e, tal como as das muralhas, possuem terminação tronco-piramidal com arredondamento no topo; qualquer das torres tem sala abobadada ao nível do adarve, possuindo a torre N. uma janela com decoração renascentista; para S. estendem-se as muralhas da cerca urbana da vila velha, formando, de forma grosseira, uma meia elipse com 7 torreões (6 com planta rectangular e 1 com planta octogonal, a NE., por onde se realiza a entrada); as muralhas apresentam-se rebaixadas, tal como as torres, formando barbetas e possuindo canhoeiras; apenas uma das torres da cerca, a SO., junto a uma das portas falsas, possui ameias; a SE. a Capela do Senhor dos Aflitos.

Urbano. A magistral e as obras exteriores rodeiam completamente o Outeiro de Santa Vitória, no topo do qual se ergue o castelo, a 299 m de altitude, transformado em cidadela das fortificações abaluartadas. Em plena raia, a 10 km da linha de fronteira e a 18 km de Badajoz e de Elvas (lugares que se avistam das suas torres), a fortaleza está rodeada a N., NE. E. e SE. por edificação moderna e toda a vila se rodeia de terrenos de grande aptidão agrícola.

IPA: Monumento
N.º IPA: 1204030002
Designação: Castelo de Campo Maior / Fortificações de Campo Maior
Localização: Portalegre, Campo Maior, São João Baptista
Acesso: A fortificação abaluartada encontra-se por toda a vila antiga. Para o castelo, entrar pelas Portas da Vila e virar à esquerda.
Protecção: MN, Dec. 15-03-1911, DG 63 de 18 Março 1911 ( Castelo )

1230, após – conquista definitiva aos Mouros por tropas leonesas; 1260 – primeiro foral atribuído pelo Bispo de Badajoz; 1295 / 1296 – conquista por tropas portuguesas; 1297 – integração no território nacional pelo Tratado de Alcanices; 1310 – reconstrução do castelo por D. Dinis; Séc. 15 – 16 – durante os reinados de D. João II e D. Manuel, obras de ampliação e reabilitação; desenhado por Duarte d’Armas; Séc. 17 e 18 – construção da fortaleza abaluartada com adaptação do castelo e cerca urbana às novas armas de fogo, construção de armazéns militares, cavalariças e quartéis; 1644, a partir de – direcção das obras por Nicolau de Langres; 1712 – defesa da Praça frente a tropas espanholas (Guerra da Sucessão de Espanha); 1732 – brutal explosão do paiol e destruição do castelo e cerca da vila velha, ficando esta completamente arrasada, bem como grande quantidade de habitações para além da cerca medieval; 1762 – defesa da Praça face ao exército espanhol (Guerra dos Sete Anos); 1801 – capitulação (Guerra das Laranjas); 1811 – capitulação (Guerra Peninsular).

Tipologia
Arquitectura militar medieval, moderna. Castelo e cerca urbana: período medieval; fortificação em relevo, estratégica, de detenção, orientada para Espanha. Fortificação abaluartada de época moderna; sobreposição sobre o castelo e cerca urbana; fortificação rasante. Janela renascentista na torre N. do castelo.

Características Particulares
Fortificações de grande extensão com elevado número de edifícios militares; são, depois das de Elvas, as mais importantes do distrito.

Materiais
Quartzito, granito, xisto, tijolo, argamassa de cal, pedra miúda, argila e terra.

CARDOSO, Padre Luís, Dicionário Geográfico de Portugal, Lisboa, 1751; DUBRAZ, J., Recordações dos Últimos Quarenta Anos, Esboços Humorísticos. Descrições Narrativas Históricas e Memórias Contemporâneas, Lisboa, 1868; COSTA, Luís Couceiro, Memória Militar de Campo Maior, Elvas, 1912; FONSECA, Frei João Mariano de Nossa Senhora do Carmo, Memória de Histórica de Campo Maior, Elvas, 1913; MATTOS, Gastão de, Nicolau de Langres e a Sua Obra em Portugal, Lisboa, 1941; RUIVO, João, O Castelo de Campo Maior, Correio Elvense, 31 de Maio de 1942; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Portalegre, Lisboa, 1943; ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1946; CHAVES, Luís, Duas Notícias Históricas da Vila de Campo Maior, Guimarães, 1962; VIEIRA, Rui Rosado, Campo Maior: de Leão e Castela a Portugal (Séculos XIII-XIV), s. l., 1985; VIEIRA, Rui Rosado, Campo Maior, Vila Quase Cidade Entre os Sécs. XVI-XVII, Campo Maior, 1987; ARMAS Duarte d’, Livro das Fortalezas, Lisboa, 1990; AZEVEDO, Estêvão da Gama de Moura e, Notícias da Antiguidade, Aumento e Estado Presente da Vila de Campo Maior (…), Campo Maior, 1993; SELVAGEM, Carlos, Portugal Militar, Lisboa, 1994.

Castelo: muralhas perpendiculares ao solo, a ligar torreões, descrevendo grosseiramente uma meia elipse; alvenaria de pedra disposta à fiada e argamassa de cal, com alguns jorramentos e cunhais de silharia. Fortificação abaluartada: cortinas escarpadas de traçado abaluartado, com paramentos de alvenaria de pedra disposta à fiada e argamassa de cal; fosso e contra-escarpa construída com a mesma técnica utilizada nas cortinas; enchimento dos muros a pedra miúda e terra argilosa; obras exteriores à base de maciços de terra confinados por muros escarpados formando revelins.

DGEMN: 1943 – obras de reconstrução; 1944 – obras de reconstrução; 1945 – obras de reconstrução; 1964 – reconstrução e impermeabilização das Portas da Vila; reconstrução das cortinas adjacentes; 1965 – reconstruções (meios baluartes do Curral dos Coelhos de Lisboa e de São Sebastião; 1966 – continuação das obras anteriores; reconstrução e reparação de ameias no castelo e colocação da porta da traição; 1967 – obras de conservação no castelo (torre N.) e meio baluarte do Curral dos Coelhos; 1968 e 1971 – restauro da Capela dos Senhor dos Aflitos; 1972 – obras de conservação no baluarte da Boa Vista e cortina adjacente para o lado do meio baluarte de Santa Rosa; reparação do altar da capela do Senhor dos Aflitos; 1973 – continuação dos trabalhos anteriores; 1980 – Restauros na muralha NO. do castelo, paiol, arcobotantes da muralha SO. e canhoeiras da cortina adjacente; 1982 e 1984 – reparação da cobertura e porta do edifício do Corpo da Guarda e do torreão adjacente; 1985 – recuperação do armazém do castelo; 1986 – continuação da obra anterior, restauros na torre O. do castelo, paiol e cortina interior no seguimento da muralha E. do castelo; reabilitações da cavalariça, Corpo da Guarda e Prisão adossadas ao troço NE. da muralha da cerca urbana, para servirem de salões de exposições, oficinas de artesanato, etc.; 1987 – continuação das reabilitações anteriores; IPPAR: DRE: 1996 – obras de beneficiação e reparação geral na Capela do Senhor dos Aflitos.

Utilização Inicial
Militar: castelo

Utilização Actual
Turística / Residencial ( parte dos baluartes estão ocupados por habitações (o meio baluarte de São Sebastião está integralmente ocupado por ciganos ) / Equipamento ( parte dos baluartes ocupados por arrecadações, instalações para criação de animais e lixeira )

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
IPPAR, DL 106F/92, de 01 Junho

Época de Construção
Séc. 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor
Rossetti, Carlos Lassart, João Pascácio Cosmander e Nicolau de Langres.

Telefones:
Direcção Regional de Évora: +351 266 769 800
Castelo de Campo Maior: +351 268 686 843

Fax:
Direcção Regional de Évora: +351 266 769 855
Castelo de Campo Maior: +351 268 686 892

Verão (1 de Junho a 15 de Setembro)
09:30H – 13:00H
16:30H – 19:30H

Inverno (16 de Setembro a 30 de Maio)
09:30H – 13:00H
14:30H – 17:30H

Encerrado nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

Ingresso
Normal: € 1.5
Jovens (15 a 25 anos) e reformados: € 0.75
Portadores do Cartão Jovem: € 0.6
Crianças até aos 14 anos: gratuito.
Domingos e feriados até às 13:00H: gratuito.